Esta é uma pergunta que possivelmente nem faça muita diferença para você, já que talvez a reciclagem ainda não faça parte do seu cotidiano. Afirmamos isto, porque apesar do Brasil estar bem colocado no ranking mundial de reciclagem, sendo o país número 1 em reciclagem de latas de alumínio, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas, o índice de brasileiros que efetivamente separam seus resíduos para reciclagem ainda é baixo. A boa colocação mundialmente deve-se ao fato do árduo trabalho dos Catadores de Materiais Reciclados que utilizam desse artifício para garantir sua renda e sobrevivência.

Historicamente, desde o início da humanidade existem relatos sobre resíduos sólidos e rejeitos. É constatado também que a medida que os seres humanos evoluíam a quantidade de resíduos gerados aumentavam proporcionalmente. Contudo, tem-se que durante a Revolução Industrial houve um aumento significativo na geração e descarte de resíduos. Além do aumento exponencial, existia um agravante: o resíduo sólido antes orgânico apenas, agora passa a ser químico, industrial, eletrônico, radioativo, dentre outros. Neste mesmo raciocínio, aterros sanitários não iriam comportar a demanda em constate crescimento. Assim, por meio da necessidade surgiu a reciclagem.

Atualmente os resíduos sólidos que você gera podem não parecer um grande problema, já que apenas colocamos tudo em um saco e deixamos na porta de casa para ser coletado. Mas e depois? Imagine se cada cidadão fosse responsável por destinar seu próprio resíduo sólido? Como iríamos lidar com essa problemática? A reciclagem tem grande importância no cenário brasileiro, pois além de gerar renda para muitas famílias é uma alternativa que desafoga os aterros sanitários.

Com o surgimento da Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), vários instrumentos e metas foram definidos com o objetivo de atuar na prevenção e redução da geração de resíduos sólidos, através da prática de hábitos de consumo consciente e sustentável, além de enfrentar os principais problemas ambientais, sociais e econômicos advindos da incorreta disposição dos resíduos. Dentre essas, pode-se destacar a meta de eliminar lixões espalhados pelo Brasil. Isto nunca será possível sem ações como a reciclagem, reuso e reutilização.

Na prática, o que podemos fazer para colaborar com a reciclagem? Comece fazendo sua parte! A reciclagem é na maioria das vezes um processo industrial, ou seja, você precisa apenas separar os resíduos sólidos recicláveis, fazendo a conhecida Coleta Seletiva. Caso tenha dificuldade em separar alumínio, papel, vidro e plástico em sua casa, inicie com o básico. Separe os resíduos sólidos secos para encaminhar para reciclagem. Certamente a cooperativa para onde você irá encaminhar estes materiais fará uma triagem para saber se os mesmos poderão ser realmente reciclados. Os resíduos sólidos úmidos (orgânicos) podem ser utilizados para confecção de adubo orgânico (veja como fazer o seu AQUI).

Pronto! O primeiro passo foi dado.

Agora preste muita atenção nesta etapa. Se você mora em condomínio de casas ou apartamentos, busque na administração o máximo de informações possíveis sobre o processo de coleta seletiva do seu condomínio. Pergunte se existe, para onde vai, qual a frequência de coleta, etc. Isto servirá para você se adequar às normas e regras do condomínio. Contudo, se seu condomínio ainda não faz a coleta seletiva, questione o motivo e influencie para que isto aconteça. Se precisar entre em contato conosco que poderemos lhe ajudar.

Caso você more em casa fora de condomínio, é preciso se informar com autoridades municipais a respeito da existência de coleta de materiais recicláveis no seu bairro, se seu município ainda não realiza este tipo de coleta, veja AQUI uma lista de locais onde você pode levar seu resíduo sólido reciclável para que ele possa ser devidamente encaminhado para reciclagem.

Agora perguntamos novamente, como você acha que seria o mundo sem a reciclagem?

Escrito por Cilius